Andropausa em Belo Horizonte: o que é real, o que é mito e quando tratar

Andropausa existe? Entenda o hipogonadismo de início tardio, sintomas após os 40, diagnóstico correto e quando tratar, com andrologista em Belo Horizonte.

Atualizado em 23 de setembro de 2026 | Revisado por Dr. Eduardo Mourthe, CRM-MG 54297 | RQE 44153

Andropausa é o nome popular para a queda de testosterona com sintomas em homens mais velhos, chamada na medicina de hipogonadismo de início tardio. Diferente da menopausa, não é universal nem abrupta: a testosterona cai lentamente, e obesidade, diabetes, sono e medicamentos pesam mais que a idade. Em Belo Horizonte, o Dr. Eduardo Mourthe confirma o diagnóstico com exames corretos e trata a causa antes de indicar reposição.

Andropausa: um nome popular para uma condição específica

O termo "andropausa" sugere uma versão masculina da menopausa, mas a comparação engana. Na menopausa, a produção hormonal dos ovários termina em um período relativamente curto e acontece em todas as mulheres. No homem, a testosterona cai de forma lenta, cerca de 1% ao ano a partir dos 30 a 40 anos, e muitos homens chegam aos 70 com níveis normais.

Por isso a medicina prefere o termo hipogonadismo de início tardio: homens mais velhos com testosterona baixa confirmada e sintomas compatíveis. Frequentemente o quadro é misto, com componente testicular e central, e fortemente influenciado por comorbidades como obesidade, diabetes e apneia do sono.

Sintomas que merecem investigação após os 40

Sexuais

  • Queda de libido e de pensamentos sexuais.
  • Redução das ereções matinais e espontâneas.
  • Disfunção erétil ou piora da resposta aos medicamentos.

Físicos e emocionais

  • Cansaço e menor disposição.
  • Perda de força e massa muscular, com aumento da gordura abdominal.
  • Irritabilidade, humor deprimido e dificuldade de concentração.
  • Perda de massa óssea, anemia leve e redução de pelos em casos prolongados.

Esses sintomas também aparecem em depressão, hipotireoidismo, apneia do sono, efeitos de medicamentos e simples privação de sono, condições muito comuns nessa fase da vida. Por isso a "andropausa" não pode ser diagnosticada pelos sintomas.

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Como é feito o diagnóstico

  1. Testosterona total entre 7h e 11h, em jejum, fora de doenças agudas.
  2. Confirmação com segunda dosagem em outro dia.
  3. SHBG e testosterona livre calculada, importantes porque a SHBG tende a subir com a idade e pode mascarar deficiência da fração livre.
  4. LH, FSH e prolactina, para localizar a falha.
  5. Avaliação de base: hematócrito, PSA e exame da próstata, perfil metabólico e densidade óssea quando indicado.

Investigação clínica no homem maduro

  • Histórico clínico: doenças cardiovasculares, diabetes, câncer, cirurgias e histórico familiar de câncer de próstata.
  • Exames hormonais e laboratoriais: perfil hormonal completo, glicemia, hemoglobina glicada, colesterol e função tireoidiana.
  • Fatores metabólicos: circunferência abdominal e síndrome metabólica, grandes supressores da testosterona.
  • Sono: apneia é muito frequente após os 40 e reduz a testosterona.
  • Saúde mental: depressão, luto, aposentadoria e estresse profissional.
  • Uso de medicamentos: opioides, corticoides, antidepressivos e medicamentos para próstata.
  • Estilo de vida: sedentarismo, álcool e alimentação.
  • Relacionamento: mudanças na vida sexual do casal, inclusive a menopausa da parceira.

Tratamento

SituaçãoConduta mais provável
Testosterona normal com sintomasInvestigar e tratar outra causa
Testosterona baixa com obesidade ou apneiaTratar a causa e reavaliar
Hipogonadismo confirmado e sintomáticoConsiderar reposição, com monitoramento
Disfunção erétil associadaTratamento específico da ereção, com ou sem reposição

Quando indicada, a reposição de testosterona pode ser feita com gel ou injeções. A escolha considera rotina, preferências e custo. Os benefícios mais consistentes aparecem na libido, na função sexual, no humor, na energia, na massa muscular e na densidade óssea.

Hábitos que mais influenciam a testosterona após os 40

Antes de pensar em hormônio, vale olhar para o que costuma pesar mais. Em homens maduros, alguns fatores têm impacto direto e mensurável sobre a testosterona e sobre os sintomas atribuídos à andropausa:

  • Gordura abdominal: converte testosterona em estradiol e reduz o estímulo do cérebro aos testículos. Perder peso costuma elevar os níveis.
  • Sono: a maior parte da testosterona é produzida durante o sono. Dormir pouco ou ter apneia derruba a produção.
  • Álcool: o consumo frequente reduz a testosterona e piora a ereção e o sono.
  • Treino de força: preserva massa muscular e melhora a sensibilidade à insulina, com benefício sobre energia e composição corporal.
  • Medicamentos: opioides, corticoides e alguns antidepressivos podem reduzir a libido ou o hormônio, e merecem revisão com o médico que prescreveu.

O que a reposição pode e não pode oferecer

Em homens com hipogonadismo confirmado, a reposição melhora de forma consistente a libido, a função sexual, o humor, a energia, a massa muscular e a densidade óssea. Em homens com testosterona normal, não há benefício comprovado e há riscos. A reposição também não substitui o tratamento da disfunção erétil de causa vascular, que costuma exigir abordagem própria, nem a investigação de depressão ou apneia.

A decisão de repor em um homem maduro sempre considera próstata, hematócrito, risco cardiovascular e sono, e é revista periodicamente conforme a resposta clínica.

Riscos, limites e o que evitar

Reposição sem diagnóstico, em doses acima do fisiológico ou sem monitoramento, aumenta o hematócrito e o risco de trombose, pode piorar a apneia e exige vigilância da próstata. Não é indicada com câncer de próstata ativo sem acompanhamento oncológico, insuficiência cardíaca descompensada, infarto ou AVC recentes, ou hematócrito elevado.

Também é preciso honestidade: a reposição não rejuvenesce, não substitui atividade física e não resolve cansaço de outra origem. E fórmulas "naturais" para aumentar testosterona raramente têm efeito comprovado.

Dificuldade para urinar, sangue na urina ou no sêmen e dor óssea persistente em homens acima dos 50 anos exigem avaliação urológica, independentemente de sintomas hormonais.

Andropausa em Belo Horizonte

O Dr. Eduardo Mourthe avalia a queda hormonal na Clínica Be Light, bairro Santo Antônio, com consultas de 60 a 90 minutos que permitem olhar sono, peso, humor e vida sexual em conjunto. Saiba mais em testosterona baixa e disfunção erétil.

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Perguntas frequentes

Todo homem passa pela andropausa?

Não. A testosterona cai lentamente com a idade, cerca de 1% ao ano a partir dos 30 a 40 anos, mas muitos homens mais velhos mantêm níveis normais. Diferente da menopausa, não há interrupção universal da função hormonal.

Quais são os sintomas da andropausa?

Os mais específicos são queda de libido, redução das ereções matinais e disfunção erétil. Cansaço, perda de massa muscular, gordura abdominal e alterações de humor também podem ocorrer, mas são inespecíficos.

Andropausa tem tratamento?

Sim. Primeiro tratam-se as causas que reduzem a testosterona, como obesidade, apneia e medicamentos. Quando o hipogonadismo é confirmado e sintomático, a reposição pode ser indicada, com monitoramento.

Reposição hormonal rejuvenesce?

Não. A reposição corrige uma deficiência confirmada e melhora sintomas ligados a ela. Não reverte o envelhecimento e não é indicada para homens com testosterona normal.

Homem acima dos 60 pode repor testosterona com segurança?

Pode, quando há indicação e não há contraindicações, com avaliação prévia da próstata, do hematócrito e do risco cardiovascular e monitoramento periódico durante o tratamento.

Fontes e referências

Dr. Eduardo Mourthe: formação e credenciais

O Dr. Eduardo Mourthe é urologista com atuação exclusiva em Andrologia desde 2019, dedicado à saúde reprodutiva, sexual e hormonal do homem. Atende na Clínica Be Light, no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte, e é responsável pelo diagnóstico e tratamento do fator masculino na Clínica Huntington Pró-Criar Medicina Reprodutiva.

  • Residência em Cirurgia do Trauma no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
  • Formação em Urologia em Santos (SP).
  • Fellowship em Andrologia pela UNIFESP, como primeiro fellow do programa.
  • Acompanhamento de pacientes do banco de sêmen do Instituto de Reprodução Humana (IRH) desde 2014.
  • CRM-MG 54297 | RQE 44153.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Eduardo Mourthe. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Se tiver sintomas, procure atendimento médico; em caso de urgência, vá ao pronto-atendimento mais próximo.

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