Disfunção Erétil em Belo Horizonte: causas, diagnóstico e tratamentos

Disfunção erétil em Belo Horizonte: tipos, causas, Doppler peniano e tratamentos do comprimido à prótese peniana, com investigação completa da causa.

Atualizado em 23 de setembro de 2026 | Revisado por Dr. Eduardo Mourthe, CRM-MG 54297 | RQE 44153

Disfunção erétil é a incapacidade persistente de obter ou manter uma ereção suficiente para uma relação satisfatória. Falhas ocasionais são normais, mas a dificuldade recorrente por meses tem causa e tratamento. Em Belo Horizonte, o Dr. Eduardo Mourthe investiga se a origem é vascular, hormonal, neurológica, medicamentosa ou emocional, com exames laboratoriais e Doppler peniano, e escalona o tratamento do comprimido à prótese peniana inflável.

Como a ereção funciona

A ereção é um evento vascular comandado pelo sistema nervoso e modulado por hormônios e pelo estado emocional. Diante de um estímulo sexual, nervos liberam óxido nítrico no pênis, as artérias e o tecido dos corpos cavernosos relaxam e se enchem de sangue. Ao se expandirem, os corpos cavernosos comprimem as veias contra a túnica albugínea, impedindo a saída do sangue. É esse mecanismo venoclusivo que mantém a rigidez.

Qualquer falha nesse circuito, seja artéria que não leva sangue suficiente, veia que não retém, nervo lesionado, testosterona insuficiente ou excesso de adrenalina por ansiedade, pode comprometer a ereção. O impacto vai além do sexo: vergonha, perda de autoconfiança e ansiedade antes de cada relação alimentam um ciclo em que o medo de falhar provoca a próxima falha.

Tipos de disfunção erétil

  • Vasculogênica arterial: a forma orgânica mais comum, causada por aterosclerose ligada a diabetes, hipertensão, colesterol alto, tabagismo e sedentarismo.
  • Venoclusiva (fuga venosa): o sangue chega, mas não fica. A ereção "cai" rapidamente ou não atinge rigidez plena.
  • Neurogênica: diabetes de longa data, prostatectomia radical, cirurgias de reto, lesões medulares, esclerose múltipla e Parkinson.
  • Hormonal: hipogonadismo, hiperprolactinemia e alterações da tireoide reduzem libido e qualidade da ereção.
  • Psicogênica: ansiedade de desempenho, depressão, estresse e conflitos, predominante em jovens. Veja disfunção erétil em jovens.
  • Medicamentosa e por substâncias: antidepressivos, alguns anti-hipertensivos, finasterida em parte dos usuários, opioides, álcool, tabaco e anabolizantes.
  • Mista: a mais frequente na prática, combinando componentes orgânicos e emocionais.

Sinais que merecem atenção

  • Rigidez insuficiente para penetração ou necessidade de muito mais estímulo.
  • Perda da ereção durante a relação, na troca de posição ou ao colocar o preservativo.
  • Redução das ereções matinais, que sugere causa orgânica.
  • Queda da libido associada, sugerindo componente hormonal.
  • Curvatura, dor ou nódulo no pênis, sugerindo doença de Peyronie.
  • Resposta cada vez menor aos comprimidos que antes funcionavam.

A disfunção erétil tem tratamento. Agende uma avaliação reservada em Belo Horizonte.

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Investigação clínica: entendendo a causa real

  • Histórico clínico: tempo de evolução, início súbito ou progressivo, padrão situacional ou constante, cirurgias pélvicas e doenças associadas. O questionário IIEF gradua a gravidade.
  • Exames hormonais e laboratoriais: glicemia, hemoglobina glicada, perfil lipídico, testosterona total colhida pela manhã e, conforme o caso, SHBG, LH, prolactina, TSH e PSA.
  • Fatores metabólicos: pressão, circunferência abdominal e síndrome metabólica, que lesa o endotélio.
  • Sono: apneia obstrutiva reduz a testosterona e piora a função erétil.
  • Saúde mental: ansiedade de desempenho e depressão como causa, consequência ou amplificador.
  • Uso de medicamentos: revisão de antidepressivos, anti-hipertensivos, finasterida e substâncias.
  • Estilo de vida: tabagismo, álcool, sedentarismo e alimentação.
  • Relacionamento: comunicação, expectativas e impacto na parceria, que pode participar da consulta.

O exame físico avalia pênis, testículos, pulsos e caracteres sexuais. O Doppler peniano com fármaco-indução mede a velocidade do sangue nas artérias cavernosas e a retenção venosa, diferenciando causas arteriais, venosas e não vasculares. Homens com causa vascular e fatores de risco podem precisar de avaliação cardiológica.

Tratamentos, do mais simples ao definitivo

EtapaTratamentoObservação
1Correção de fatores de risco e hábitosPode restaurar a função em jovens com obesidade
2Inibidores da PDE-5 (sildenafila, tadalafila)Dependem de estímulo; contraindicados com nitratos
3Tratamento hormonalQuando há hipogonadismo confirmado
4Ondas de choque de baixa intensidadeCasos vasculares leves a moderados
5Injeção intracavernosa e dispositivo a vácuoEficaz mesmo quando comprimidos falham
6Prótese peniana inflávelSolução definitiva para casos graves

Muitos casos de "falha" do comprimido resultam de uso incorreto: dose inadequada, uso após refeição gordurosa (no caso da sildenafila), ausência de estímulo ou poucas tentativas. A terapia sexual e o suporte psicológico são essenciais nos casos psicogênicos e muito úteis nos mistos.

Como usar corretamente os medicamentos orais

Cerca de dois terços dos pacientes respondem bem aos inibidores da PDE-5, e muitos que dizem "não funcionou" usaram de forma inadequada. Alguns cuidados fazem diferença:

  • Estímulo sexual é indispensável: o medicamento facilita a ereção, mas não a provoca sozinho.
  • Respeitar o tempo de ação: a sildenafila age melhor com estômago vazio, e a tadalafila tem ação prolongada e pode ser usada em dose diária.
  • Várias tentativas antes de concluir: a resposta costuma ser avaliada em algumas ocasiões, com a dose ajustada pelo médico.
  • Efeitos colaterais comuns: dor de cabeça, rubor facial, congestão nasal e, com a tadalafila, dor lombar, geralmente leves e transitórios.
  • Contraindicação absoluta com nitratos, como isossorbida e nitroglicerina.

Riscos da automedicação e limites

  • Mascara a causa: a disfunção pode ser o primeiro sinal de diabetes ou doença cardíaca.
  • Interações perigosas: com nitratos, queda grave da pressão.
  • Produtos falsificados e "naturais": frequentemente contêm substâncias não declaradas em doses desconhecidas.
  • Uso recreativo em jovens: reforça a dependência psicológica e a ansiedade de desempenho.

A injeção intracavernosa exige treinamento pelo risco de priapismo. A reposição de testosterona isolada raramente resolve uma disfunção vascular. A prótese é definitiva: depois dela, os comprimidos deixam de funcionar, por isso é indicada só após esgotar ou descartar as outras opções.

Ereção dolorosa que dura mais de 4 horas é emergência (priapismo). Procure pronto-atendimento imediatamente.

Tratamento de disfunção erétil em Belo Horizonte

O Dr. Eduardo Mourthe realiza o Doppler peniano no consultório, muitas vezes na própria consulta, e o implante de prótese peniana inflável. O atendimento acontece na Clínica Be Light, bairro Santo Antônio, com consulta de 60 a 90 minutos e ambiente reservado.

O diagnóstico da causa é o que garante resultado consistente. Agende sua avaliação.

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Perguntas frequentes

Medicações para ereção causam infarto?

O risco é extremamente baixo em homens sem doença cardiovascular, e o medicamento em si não causa infarto. O perigo está no uso sem avaliação, por homens com doença cardíaca não diagnosticada ou que usam nitratos, combinação que pode derrubar a pressão.

Disfunção erétil tem cura?

Depende da causa. Quando ligada a medicamentos, ansiedade, testosterona baixa, obesidade ou sedentarismo, pode haver recuperação completa. Nas causas vasculares e neurológicas avançadas, o objetivo é o controle eficaz, incluindo a prótese peniana como solução definitiva.

O comprimido parou de funcionar. O que fazer?

Primeiro revisar o uso: dose, horário, refeições e presença de estímulo sexual. Se o uso estiver correto, é preciso investigar progressão vascular, testosterona baixa ou outra causa. Injeção intracavernosa e prótese são alternativas eficazes.

O Doppler peniano é doloroso?

É bem tolerado. A aplicação do medicamento usa agulha muito fina e o ultrassom é indolor. O paciente recebe orientação para o caso raro de ereção prolongada, que é tratada no próprio consultório.

Disfunção erétil pode ser sinal de problema no coração?

Sim. As artérias do pênis são pequenas e costumam ser afetadas pela aterosclerose antes das coronárias. A disfunção erétil pode anteceder em 3 a 5 anos um infarto ou AVC, por isso funciona como sinal de alerta.

Fontes e referências

Dr. Eduardo Mourthe: formação e credenciais

O Dr. Eduardo Mourthe é urologista com atuação exclusiva em Andrologia desde 2019, dedicado à saúde reprodutiva, sexual e hormonal do homem. Atende na Clínica Be Light, no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte, e é responsável pelo diagnóstico e tratamento do fator masculino na Clínica Huntington Pró-Criar Medicina Reprodutiva.

  • Residência em Cirurgia do Trauma no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
  • Formação em Urologia em Santos (SP).
  • Fellowship em Andrologia pela UNIFESP, como primeiro fellow do programa.
  • Acompanhamento de pacientes do banco de sêmen do Instituto de Reprodução Humana (IRH) desde 2014.
  • CRM-MG 54297 | RQE 44153.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Eduardo Mourthe. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Se tiver sintomas, procure atendimento médico; em caso de urgência, vá ao pronto-atendimento mais próximo.

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