Espermograma Alterado: o que cada resultado significa e como investigar em Belo Horizonte

Espermograma alterado: entenda oligo, asteno e teratozoospermia e como o andrologista em Belo Horizonte investiga e trata a causa de cada resultado.

Atualizado em 23 de setembro de 2026 | Revisado por Dr. Eduardo Mourthe, CRM-MG 54297 | RQE 44153

Um espermograma alterado não significa, sozinho, que o homem é infértil. O exame varia entre amostras e precisa ser repetido e interpretado com exame físico e perfil hormonal. Em Belo Horizonte, o Dr. Eduardo Mourthe explica cada alteração, como oligozoospermia, astenozoospermia, teratozoospermia, criptozoospermia e azoospermia, e investiga causas tratáveis como varicocele, hormônios, anabolizantes e hábitos.

O que o espermograma avalia

O espermograma é o exame inicial da fertilidade masculina. Ele mede o volume do sêmen, a concentração e o número total de espermatozoides, a motilidade (capacidade de se movimentar de forma progressiva), a morfologia (forma) e a vitalidade (proporção de espermatozoides vivos), além de pH, viscosidade e presença de células inflamatórias.

A Organização Mundial da Saúde, em seu manual de 2021, estabelece limites de referência, como concentração a partir de 16 milhões por mL, motilidade progressiva a partir de 30% e formas normais a partir de 4% pelos critérios estritos. Esses números não são uma linha divisória entre fértil e infértil. São referências estatísticas que precisam ser interpretadas dentro da história do casal.

Tipos de alteração e o que cada uma indica

ResultadoO que significaCausas frequentes
OligozoospermiaConcentração ou número total abaixo da referênciaVaricocele, hormônios, anabolizantes, genética nos casos graves
AstenozoospermiaMotilidade progressiva reduzidaVaricocele, infecções, tabagismo, estresse oxidativo
TeratozoospermiaExcesso de formas anormaisDano amplo à espermatogênese quando associada a outras alterações
OligoastenoteratozoospermiaCombinação das três anterioresVaricocele, alterações hormonais, exposição a tóxicos
CriptozoospermiaEspermatozoides só após centrifugaçãoProdução muito reduzida, mas existente
NecrozoospermiaMuitos espermatozoides mortosInfecções, alterações do epidídimo, abstinência longa
LeucocitospermiaExcesso de glóbulos brancosInflamação ou infecção de próstata, vesículas ou epidídimo
Hipospermia ou aspermiaVolume baixo ou ausenteEjaculação retrógrada, obstrução, deficiência hormonal
AzoospermiaNenhum espermatozoide, mesmo após centrifugaçãoObstrução ou falha de produção

Quando a alteração é grave

Na oligozoospermia grave, abaixo de 5 milhões por mL, está indicada investigação genética com cariótipo e pesquisa de microdeleções do cromossomo Y. A criptozoospermia é uma informação decisiva: indica que há produção, ainda que mínima, o que muda o planejamento reprodutivo. A ausência total de espermatozoides tem uma página própria sobre azoospermia.

Fatores que alteram o resultado temporariamente

  • Febre ou doença nos últimos três meses, que afeta espermatozoides ainda em formação.
  • Tempo de abstinência fora do intervalo de 2 a 7 dias.
  • Coleta incompleta, com perda da primeira fração do ejaculado, que é a mais rica.
  • Transporte inadequado da amostra, com variação de temperatura ou demora.
  • Medicamentos recentes, como alguns antibióticos, e uso de anabolizantes.

Por isso o diagnóstico exige ao menos dois exames com intervalo de algumas semanas, feitos em laboratório com experiência em andrologia.

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Investigação clínica depois do espermograma

O espermograma mostra o resultado, não a causa. A investigação andrológica busca o porquê:

  • Histórico clínico: criptorquidia, caxumba após a puberdade, cirurgias de hérnia na infância, traumas, infecções e tratamentos oncológicos.
  • Exames hormonais: FSH, LH, testosterona total, prolactina e estradiol. O FSH alto sugere falha de produção, enquanto valores normais com azoospermia sugerem obstrução.
  • Fatores metabólicos: obesidade e resistência à insulina reduzem testosterona e aumentam a temperatura escrotal e o estresse oxidativo.
  • Sono: a apneia do sono reduz a testosterona noturna.
  • Saúde mental: estresse crônico e ansiedade podem reduzir a frequência sexual e alterar hormônios.
  • Uso de medicamentos e substâncias: testosterona, anabolizantes, finasterida em parte dos homens, opioides, tabaco, álcool e cannabis.
  • Estilo de vida: saunas frequentes, notebook no colo, ocupações com calor ou solventes.
  • Relacionamento: frequência sexual, uso de lubrificantes espermicidas e momento da ovulação.

O exame físico avalia volume testicular, varicocele e presença dos deferentes, e o ultrassom de bolsa escrotal com Doppler complementa. Em casos selecionados, pede-se fragmentação do DNA espermático, cultura de sêmen ou urina pós-ejaculação.

Como coletar o espermograma corretamente

  1. Respeite a abstinência ejaculatória de 2 a 7 dias.
  2. Faça a coleta por masturbação, sem lubrificantes e sem preservativo comum, que podem ser tóxicos para os espermatozoides.
  3. Colete todo o ejaculado no frasco fornecido: a primeira porção é a mais rica em espermatozoides.
  4. Se a coleta for em casa, entregue ao laboratório em até uma hora, mantendo a amostra próxima à temperatura corporal.
  5. Informe febre, doenças ou uso de medicamentos nos últimos três meses.

Tratamento conforme a causa

A correção de fatores reversíveis costuma ser o primeiro passo e, em muitos homens, produz melhora mensurável em três a seis meses. A varicocele palpável com alteração seminal pode ter indicação cirúrgica. Alterações hormonais podem ser tratadas estimulando a produção natural. Quando a qualidade seminal não permite gravidez natural, o trabalho com a equipe de reprodução assistida define a técnica mais adequada. O contexto completo está em infertilidade masculina.

Riscos da automedicação e limites

É comum que homens com espermograma ruim comprem "fórmulas de fertilidade" ou iniciem testosterona para "melhorar a performance". A testosterona externa derruba a produção de espermatozoides e pode transformar uma oligozoospermia em azoospermia. Suplementos antioxidantes podem ter papel pontual, mas não corrigem varicocele, obstrução ou alteração genética.

Também é preciso honestidade sobre limites: nem todo espermograma alterado melhora com tratamento, e nesses casos a reprodução assistida pode ser o caminho mais eficiente para o casal, sobretudo quando a idade da parceira pesa.

Nódulo no testículo, testículos pequenos ou endurecidos, dor escrotal persistente ou ausência de sêmen na ejaculação são sinais que exigem avaliação andrológica sem demora.

Avaliação em Belo Horizonte

O Dr. Eduardo Mourthe é responsável pelo fator masculino na Clínica Huntington Pró-Criar e atende na Clínica Be Light, bairro Santo Antônio. Exames anteriores podem ser enviados antes da consulta para otimizar a avaliação, e a parceira pode participar para que o casal entenda o plano junto.

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Perguntas frequentes

Quantos dias de abstinência são necessários para o espermograma?

O recomendado é de 2 a 7 dias de abstinência ejaculatória. Períodos muito curtos reduzem o volume e a concentração, e períodos muito longos podem aumentar a proporção de espermatozoides imóveis ou mortos.

Um único espermograma ruim é suficiente para o diagnóstico?

Não. Há grande variação natural entre amostras, e febre, doenças recentes e estresse podem piorar o resultado temporariamente. O diagnóstico exige ao menos dois exames, com intervalo de algumas semanas.

Os valores de referência da OMS separam férteis de inférteis?

Não. Os limites da OMS são referências estatísticas. Homens abaixo deles podem ter filhos naturalmente e homens acima podem ter dificuldade, por isso o resultado é interpretado dentro do contexto clínico do casal.

O que é o teste de fragmentação do DNA espermático?

É um exame que avalia a integridade do material genético dos espermatozoides. Pode ser útil em abortos de repetição, falhas de reprodução assistida e infertilidade sem causa aparente, mas não é exame de rotina para todos.

O espermograma pode melhorar com tratamento?

Sim, quando a causa é identificada e corrigida. Suspensão de anabolizantes, perda de peso, parar de fumar, tratar infecções ou corrigir uma varicocele com indicação podem melhorar o exame, com resultados avaliados após cerca de três meses.

Fontes e referências

Dr. Eduardo Mourthe: formação e credenciais

O Dr. Eduardo Mourthe é urologista com atuação exclusiva em Andrologia desde 2019, dedicado à saúde reprodutiva, sexual e hormonal do homem. Atende na Clínica Be Light, no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte, e é responsável pelo diagnóstico e tratamento do fator masculino na Clínica Huntington Pró-Criar Medicina Reprodutiva.

  • Residência em Cirurgia do Trauma no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
  • Formação em Urologia em Santos (SP).
  • Fellowship em Andrologia pela UNIFESP, como primeiro fellow do programa.
  • Acompanhamento de pacientes do banco de sêmen do Instituto de Reprodução Humana (IRH) desde 2014.
  • CRM-MG 54297 | RQE 44153.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Eduardo Mourthe. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Se tiver sintomas, procure atendimento médico; em caso de urgência, vá ao pronto-atendimento mais próximo.

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