Infertilidade Masculina em Belo Horizonte: causas, diagnóstico e tratamento do fator masculino

Infertilidade masculina em Belo Horizonte: causas, espermograma, exames hormonais e genéticos e tratamento do fator masculino com andrologista.

Atualizado em 23 de setembro de 2026 | Revisado por Dr. Eduardo Mourthe, CRM-MG 54297 | RQE 44153

A infertilidade é a ausência de gravidez após 12 meses de relações regulares sem contracepção, e o homem participa de cerca de metade dos casos. Em Belo Horizonte, o Dr. Eduardo Mourthe, responsável pelo fator masculino na Clínica Huntington Pró-Criar, investiga a causa com espermograma, exame físico, perfil hormonal e, quando necessário, testes genéticos, para indicar o caminho mais simples e eficaz para o casal.

O homem também precisa ser investigado

Estima-se que a infertilidade afete cerca de 15% dos casais em idade reprodutiva. Ao contrário do que ainda se imagina, o homem participa em aproximadamente metade dos casos, às vezes como causa única e às vezes somando-se a alterações femininas.

Mesmo assim, é comum que a investigação se concentre na mulher enquanto o homem faz, no máximo, um espermograma interpretado de forma isolada, sem exame físico e sem avaliação hormonal. O resultado são casais encaminhados diretamente para técnicas de alto custo sem que uma causa masculina tratável tenha sido identificada.

Como funciona a fertilidade masculina

Os espermatozoides são produzidos nos túbulos seminíferos dos testículos, em um processo chamado espermatogênese, que dura cerca de 74 dias. Isso tem uma consequência prática: qualquer mudança, como uma febre alta, um ciclo de anabolizantes ou a correção de uma varicocele, leva cerca de três meses para aparecer no espermograma.

O processo é comandado pelo eixo hormonal. A hipófise produz LH, que estimula a testosterona dentro do testículo, e FSH, que atua diretamente na produção de espermatozoides. Quando o homem usa testosterona de fora, o cérebro reduz LH e FSH e a produção de espermatozoides cai, podendo chegar a zero. Depois de produzidos, os espermatozoides percorrem epidídimo e ducto deferente e se misturam às secreções da próstata e das vesículas seminais. Falhas em produção, hormônios ou transporte podem causar infertilidade.

Principais causas do fator masculino

  • Varicocele: dilatação das veias do cordão espermático, presente em 35% a 40% dos homens com infertilidade primária. É a causa corrigível mais comum. Veja a página sobre varicocele.
  • Alterações hormonais: hipogonadismo, hiperprolactinemia, alterações da tireoide e excesso de estrogênio ligado à obesidade.
  • Uso de testosterona e anabolizantes: suprimem a produção e podem causar azoospermia.
  • Causas genéticas: síndrome de Klinefelter, microdeleções do cromossomo Y e mutações do gene da fibrose cística.
  • Obstruções: vasectomia, infecções prévias e ausência congênita dos deferentes.
  • Infecções e inflamações: prostatite, epididimite, clamídia e gonorreia.
  • Distúrbios ejaculatórios: ejaculação retrógrada e anejaculação.
  • Hábitos e exposições: tabagismo, álcool, cannabis, calor frequente, pesticidas e solventes.
  • Idade paterna: a partir dos 40 a 45 anos há aumento gradual da fragmentação do DNA espermático.

Investigação clínica completa do fator masculino

História clínica e estilo de vida

Tempo de tentativa, gestações anteriores do homem e da parceira, frequência sexual, uso de lubrificantes (alguns são espermicidas), doenças da infância, cirurgias, medicamentos, anabolizantes, exposições ocupacionais, sono, peso, estresse e a investigação já feita na parceira. A saúde mental do casal também é considerada: a incerteza sobre a paternidade costuma ser a dor mais pesada desse processo.

Exame físico

Volume e consistência dos testículos, presença e grau de varicocele, palpação dos epidídimos e dos deferentes (a ausência do deferente muda toda a investigação) e sinais de deficiência hormonal.

Espermograma

Idealmente dois exames, com intervalo de algumas semanas e abstinência de 2 a 7 dias. Um resultado isolado não define diagnóstico. Os tipos de alteração estão detalhados em espermograma alterado.

Exames hormonais, metabólicos e de imagem

Testosterona total, LH, FSH, prolactina e estradiol, com glicemia e perfil metabólico quando há excesso de peso. O ultrassom de bolsa escrotal com Doppler avalia volume testicular, varicocele e lesões, lembrando que homens inférteis têm maior risco de tumor de testículo.

Investigação genética e exames complementares

Cariótipo e microdeleções do cromossomo Y em azoospermia não obstrutiva ou oligozoospermia grave, pesquisa do gene CFTR na ausência dos deferentes, fragmentação do DNA espermático, urina pós-ejaculação e cultura de sêmen quando indicados. O resultado orienta o tratamento e o aconselhamento genético do casal.

O casal tenta engravidar sem sucesso? A avaliação do fator masculino em BH não deve ser adiada.

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Tratamentos disponíveis

SituaçãoAbordagem possível
Hábitos, peso, anabolizantes, infecçõesCorreção de fatores reversíveis, com reavaliação em 3 a 6 meses
Hipogonadismo hipogonadotróficoGonadotrofinas (hCG e FSH), com bons resultados mesmo na azoospermia
Varicocele palpável com espermograma alteradoVaricocelectomia microcirúrgica subinguinal
AzoospermiaRecuperação cirúrgica de espermatozoides, incluindo microTESE, para FIV com ICSI
Tratamento oncológico ou adiamento da paternidadePreservação da fertilidade com congelamento de sêmen

A reprodução assistida é uma ferramenta valiosa, mas a indicação deve vir depois da avaliação do homem, não no lugar dela. Não é raro que um casal encaminhado para fertilização in vitro descubra uma alternativa mais simples e de menor custo após a avaliação andrológica. Quando a reprodução assistida é o melhor caminho, o trabalho integrado com a equipe de reprodução humana define o momento e a técnica.

Limites, riscos e o que evitar

  • Testosterona não trata infertilidade: ao contrário, pode causá-la. Homens que desejam filhos não devem iniciar reposição sem discutir esse efeito.
  • Nem toda varicocele deve ser operada, e a cirurgia não garante gravidez.
  • Suplementos não são tratamento universal e não substituem o diagnóstico.
  • Algumas alterações genéticas, como deleções completas de AZFa ou AZFb, praticamente eliminam a chance de encontrar espermatozoides. Saber disso antes evita cirurgias sem benefício e permite discutir sêmen de doador ou adoção.

Procure avaliação sem demora se notar nódulo no testículo, dor escrotal persistente ou redução do volume testicular. Na infertilidade, a idade da parceira é um fator de tempo: adiar a investigação do homem reduz as opções do casal.

Avaliação do fator masculino em Belo Horizonte

O Dr. Eduardo Mourthe acompanha pacientes de banco de sêmen desde 2014 e é o responsável pelo diagnóstico e tratamento do fator masculino na Clínica Huntington Pró-Criar Medicina Reprodutiva. O atendimento acontece na Clínica Be Light, no bairro Santo Antônio, com consultas de 60 a 90 minutos em que a parceira pode e deve participar.

Quer entender as chances reais do casal e o melhor caminho? Agende a avaliação andrológica.

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Perguntas frequentes

Quanto tempo devo tentar engravidar antes de procurar um andrologista?

Após 12 meses de tentativas sem sucesso, ou 6 meses quando a parceira tem 35 anos ou mais. A avaliação deve ser imediata se houver varicocele, testículo que não desceu na infância, caxumba após a puberdade, tratamento oncológico, uso de anabolizantes ou espermograma alterado.

Um espermograma alterado significa que sou infértil?

Não necessariamente. O exame varia bastante entre amostras e pode ser afetado por febre, doenças recentes e tempo de abstinência. O diagnóstico exige ao menos dois exames interpretados junto com exame físico e perfil hormonal.

O homem precisa ser avaliado se o casal vai fazer fertilização in vitro?

Sim. Mesmo com indicação de FIV por fator feminino, a avaliação andrológica pode identificar causas tratáveis, tumores testiculares, alterações hormonais e genéticas relevantes para o casal, além de melhorar a qualidade dos espermatozoides usados.

Suplementos antioxidantes melhoram a fertilidade masculina?

Podem ter papel em casos selecionados, mas a evidência é limitada e eles não substituem a investigação da causa. Usar suplementos sem diagnóstico pode atrasar o tratamento de uma condição corrigível.

Quanto tempo leva para o tratamento aparecer no espermograma?

A produção de espermatozoides dura cerca de 74 dias, com alguns dias a mais de maturação. Por isso, qualquer mudança, positiva ou negativa, leva aproximadamente três meses para aparecer no exame.

Fontes e referências

Dr. Eduardo Mourthe: formação e credenciais

O Dr. Eduardo Mourthe é urologista com atuação exclusiva em Andrologia desde 2019, dedicado à saúde reprodutiva, sexual e hormonal do homem. Atende na Clínica Be Light, no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte, e é responsável pelo diagnóstico e tratamento do fator masculino na Clínica Huntington Pró-Criar Medicina Reprodutiva.

  • Residência em Cirurgia do Trauma no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
  • Formação em Urologia em Santos (SP).
  • Fellowship em Andrologia pela UNIFESP, como primeiro fellow do programa.
  • Acompanhamento de pacientes do banco de sêmen do Instituto de Reprodução Humana (IRH) desde 2014.
  • CRM-MG 54297 | RQE 44153.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Eduardo Mourthe. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Se tiver sintomas, procure atendimento médico; em caso de urgência, vá ao pronto-atendimento mais próximo.

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