Quando a prótese entra no tratamento
O tratamento da disfunção erétil é escalonado: começa pela correção de fatores de risco e pelos medicamentos orais, passa por opções como injeções intracavernosas e, quando nada disso funciona ou é tolerado, chega à prótese peniana. Para muitos homens, esse momento chega depois de anos de frustração, com impacto profundo na autoestima e no relacionamento.
A prótese devolve a possibilidade de ereção firme, no momento desejado e pelo tempo que o casal quiser. As taxas de satisfação entre pacientes e parceiras são altas, em grande parte porque a solução é previsível e não depende de planejamento com horário de comprimido ou aplicação de injeção.
Tipos de prótese peniana
| Tipo | Como funciona | Pontos principais |
|---|---|---|
| Maleável (semirrígida) | Dois cilindros flexíveis posicionados manualmente | Mais simples e de menor custo; pênis sempre firme, menos discreto |
| Inflável de três volumes | Cilindros, bomba no escroto e reservatório no abdômen | Resultado mais natural em ereção e em repouso |
| Inflável de dois volumes | Bomba e reservatório integrados | Usada em situações específicas |
Na prótese inflável de três volumes, ao pressionar a bomba o líquido passa do reservatório para os cilindros e produz ereção de aparência e rigidez naturais. Ao acionar o mecanismo de liberação, o líquido retorna e o pênis volta à flacidez.
Indicações
- Disfunção erétil grave sem resposta ou com contraindicação a comprimidos e injeções.
- Disfunção erétil após prostatectomia radical ou outras cirurgias pélvicas, sem recuperação.
- Doença de Peyronie com disfunção erétil, com correção da curvatura no mesmo procedimento. Veja cirurgia da curvatura peniana.
- Diabetes com disfunção erétil avançada.
- Fibrose dos corpos cavernosos após priapismo ou infecções.
Contraindicações
- Infecção ativa, urinária, de pele ou sistêmica, até ser tratada.
- Diabetes descompensado, que aumenta o risco de infecção da prótese. O controle glicêmico é pré-requisito.
- Expectativas irreais, como aumento de tamanho.
- Disfunção erétil ainda não investigada ou tratamentos clínicos não tentados sem motivo.
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Agendar pelo WhatsAppAvaliação antes da cirurgia
- Histórico clínico: tratamentos já tentados, cirurgias pélvicas, radioterapia, priapismo e doenças associadas.
- Exames laboratoriais: glicemia, hemoglobina glicada, urina e urocultura, função renal e testosterona.
- Fatores metabólicos e cardiovasculares: controle do diabetes e da pressão e liberação para anestesia.
- Sono: apneia grave não tratada aumenta o risco anestésico.
- Saúde mental: expectativas, ansiedade e impacto emocional de anos de disfunção.
- Uso de medicamentos: anticoagulantes e antiagregantes são ajustados antes da cirurgia.
- Estilo de vida: parar de fumar reduz o risco de infecção e de problemas de cicatrização.
- Relacionamento: a participação da parceria na decisão aumenta a satisfação com o resultado.
O Doppler peniano e o exame físico ajudam a avaliar fibrose, curvatura e o comprimento do pênis, dados usados no planejamento.
Como é a cirurgia
Realizada em ambiente hospitalar, com anestesia raquidiana ou geral, geralmente por uma pequena incisão na junção entre o pênis e o escroto. Os corpos cavernosos são dilatados e medidos para definir o tamanho exato dos cilindros. São adotados protocolos rigorosos de prevenção de infecção, como antibióticos, preparo da pele e próteses com revestimento antibacteriano. A internação costuma ser curta.
Recuperação
- Primeiras semanas: inchaço e desconforto controlados com analgésicos, com retorno a atividades leves em poucos dias.
- Treinamento de uso: após a cicatrização, em torno de 4 a 6 semanas, o paciente aprende a inflar e desinflar a prótese no consultório.
- Retorno à atividade sexual: em geral a partir de 4 a 6 semanas, conforme liberação médica.
Como é a vida com a prótese
Depois do treinamento, acionar a prótese se torna simples: algumas compressões na bomba, localizada no escroto, produzem a ereção, que dura o tempo que o casal desejar. Para desfazer, basta acionar o mecanismo de liberação. Em repouso, o pênis tem aparência natural, sem volume aparente sob a roupa.
A prótese não interfere em atividades do dia a dia, exercícios, viagens ou exames de imagem comuns. Muitos homens relatam que a maior mudança é a previsibilidade: a relação deixa de depender de horário de comprimido, de aplicação de injeção ou do medo de falhar, o que também reduz a ansiedade de desempenho do casal.
Riscos e limites
O principal risco é a infecção, que ocorre em uma pequena porcentagem dos casos e, em geral, exige a retirada da prótese. Outros riscos incluem falha mecânica ao longo dos anos, que pode exigir troca de componentes, erosão e sensação de encurtamento, geralmente ligada à fibrose que a própria doença de base já provocou.
A prótese não trata ejaculação precoce, não aumenta a libido e não resolve conflitos do relacionamento. Também é irreversível: depois do implante, as ereções passam a depender dela.
Febre, vermelhidão, secreção ou dor progressiva no pênis ou no escroto após o implante devem ser comunicadas imediatamente à equipe, porque podem indicar infecção.
Prótese peniana inflável em Belo Horizonte
O Dr. Eduardo Mourthe realiza o implante de prótese peniana inflável com a segurança de sua formação cirúrgica, que inclui residência em Cirurgia do Trauma no Hospital João XXIII, e o foco exclusivo em Andrologia. A avaliação acontece na Clínica Be Light, bairro Santo Antônio, com consulta de 60 a 90 minutos e acompanhamento próximo no pós-operatório.
Quer entender se a prótese é indicada para você? Agende a avaliação e traga a parceria, se desejar.
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