Varicocele em Belo Horizonte: quando tratar e como a microcirurgia pode ajudar

Varicocele: graus, efeitos na fertilidade e na testosterona, quando operar e como é a microcirurgia, com andrologista em Belo Horizonte.

Atualizado em 23 de setembro de 2026 | Revisado por Dr. Eduardo Mourthe, CRM-MG 54297 | RQE 44153

Varicocele é a dilatação das veias do cordão espermático, semelhante a uma variz no escroto. Ocorre em cerca de 15% dos homens e em 35% a 40% dos homens com infertilidade primária, sendo a causa corrigível mais comum do fator masculino. Em Belo Horizonte, o Dr. Eduardo Mourthe avalia o grau, o espermograma e os hormônios para indicar a microcirurgia apenas quando há benefício real.

O que é varicocele e por que ela afeta a fertilidade

As veias do cordão espermático formam uma rede chamada plexo pampiniforme, que resfria o sangue que chega ao testículo. Na varicocele, essas veias ficam dilatadas por refluxo, como uma variz. É mais comum do lado esquerdo e pode ser percebida como um "saco de veias" acima do testículo, especialmente em pé ou após esforço.

O dano à fertilidade envolve aumento da temperatura testicular, refluxo de metabólitos, estresse oxidativo e alteração da oxigenação do tecido. O resultado pode ser queda de concentração, motilidade e morfologia, aumento da fragmentação do DNA espermático e, em alguns homens, redução da testosterona. A varicocele está presente em até 80% dos homens com infertilidade secundária, aqueles que já tiveram filhos mas não conseguem novamente.

Graus da varicocele

GrauComo é identificadaRelevância para tratamento
SubclínicaSomente ao ultrassomEm geral sem indicação cirúrgica para fertilidade
Grau IPalpável apenas com manobra de esforço (Valsalva)Pode ter indicação se houver alteração seminal
Grau IIPalpável em repousoPode ter indicação se houver alteração seminal
Grau IIIVisível através da pele do escrotoMaior associação com dano testicular

Sintomas

  • Assintomática na maioria dos homens, descoberta em exame de rotina ou na investigação de infertilidade.
  • Peso ou dor surda no escroto, que piora ao fim do dia, em pé ou com esforço físico, e melhora deitado.
  • Veias visíveis ou palpáveis acima do testículo.
  • Testículo menor do lado da varicocele, especialmente em adolescentes.

Varicocele que surge de repente, apenas do lado direito ou que não diminui ao deitar merece investigação abdominal, porque pode indicar compressão venosa por outra causa.

Investigação clínica

  • Histórico clínico: tempo de tentativa de gravidez, filhos anteriores, dor, cirurgias inguinais e escrotais.
  • Exame físico: em pé e deitado, com e sem manobra de esforço, e medida do volume testicular.
  • Espermograma: dois exames para confirmar alteração e, em casos selecionados, fragmentação do DNA espermático.
  • Exames hormonais: testosterona, LH e FSH, já que a varicocele pode reduzir a produção de testosterona.
  • Ultrassom com Doppler: confirma refluxo, mede calibre das veias e o volume dos testículos.
  • Fatores metabólicos e estilo de vida: obesidade, tabagismo e calor se somam ao dano da varicocele.
  • Sono, saúde mental e relacionamento: a pressão para engravidar afeta o casal e a frequência sexual, o que também entra no planejamento.
  • Uso de medicamentos: anabolizantes e testosterona podem ser a principal causa da alteração seminal, e não a varicocele.

A investigação da parceira também importa: operar a varicocele de um homem cuja parceira tem fator feminino grave pode atrasar um tratamento mais eficiente.

Tem varicocele e deseja engravidar? Avalie se a cirurgia faz sentido para o seu caso em Belo Horizonte.

Agendar pelo WhatsApp

Quando a cirurgia é indicada

Nem toda varicocele deve ser operada. A correção é indicada principalmente quando há:

  • Varicocele palpável, espermograma alterado e desejo de gravidez, sem fator feminino que impeça a gestação.
  • Dor persistente que não melhora com medidas clínicas.
  • Atrofia testicular em adolescentes.
  • Testosterona baixa associada, em casos selecionados.
  • Azoospermia ou criptozoospermia com varicocele palpável, em que a correção pode fazer espermatozoides reaparecerem.

Varicocelectomia microcirúrgica

A técnica de referência é a varicocelectomia microcirúrgica subinguinal. Por uma pequena incisão abaixo da virilha, e com microscópio cirúrgico, as veias dilatadas são ligadas preservando a artéria testicular e os vasos linfáticos. Isso resulta nas menores taxas de recidiva e de complicações como a hidrocele (acúmulo de líquido ao redor do testículo).

A recuperação costuma ser rápida, com retorno a atividades leves em poucos dias e liberação de esforço físico e atividade sexual conforme orientação, geralmente em algumas semanas. A resposta seminal é avaliada com espermogramas a partir de 3 a 6 meses.

Varicocele, testosterona e adolescentes

Além dos espermatozoides, a varicocele pode afetar as células de Leydig, responsáveis pela produção de testosterona. Em alguns homens com testosterona baixa e varicocele palpável, a correção pode melhorar os níveis hormonais. Essa indicação é individualizada e nunca substitui a investigação das outras causas de testosterona baixa, como obesidade e apneia do sono.

Em adolescentes, o foco é o crescimento testicular. Quando o testículo do lado da varicocele fica significativamente menor que o outro em medidas repetidas, ou há dor persistente, a correção pode ser indicada para proteger a função futura. Adolescentes sem assimetria e sem dor costumam ser apenas acompanhados.

Alternativas à microcirurgia

Além da microcirurgia, a varicocele pode ser tratada por técnicas laparoscópicas ou por embolização, realizada por radiologia intervencionista, que bloqueia a veia por dentro. Cada técnica tem vantagens e taxas diferentes de recidiva e complicações. A microcirurgia subinguinal é considerada a referência por combinar baixa recidiva e baixo risco de hidrocele, e a escolha é discutida caso a caso.

Limites e riscos

A cirurgia não garante gravidez, e varicoceles subclínicas não se beneficiam dela. Riscos incluem hematoma, infecção, hidrocele e recidiva, pouco frequentes com a técnica microcirúrgica. Quando a idade da parceira é avançada, pode ser mais eficiente seguir direto para a reprodução assistida, decisão tomada em conjunto.

Automedicação também atrapalha: suplementos não corrigem varicocele, e testosterona para "compensar" hormônio baixo agrava a infertilidade. Entenda o contexto em infertilidade masculina e espermograma alterado.

Tratamento de varicocele em Belo Horizonte

O Dr. Eduardo Mourthe avalia a varicocele na Clínica Be Light, no bairro Santo Antônio, com consulta de 60 a 90 minutos e acompanhamento dos espermogramas após o tratamento. Dor escrotal de outras causas é abordada na página de dor testicular.

Quer saber se a sua varicocele precisa de tratamento? Fale com a secretaria.

Agendar consulta

Perguntas frequentes

Varicocele sempre precisa de cirurgia?

Não. A cirurgia é indicada quando a varicocele é palpável e está associada a alteração no espermograma em um casal que deseja engravidar, ou em situações como dor persistente, redução do testículo em adolescentes e testosterona baixa associada.

Varicocele vista só no ultrassom deve ser operada?

Em geral, não. A varicocele subclínica, identificada apenas no ultrassom e não palpável, normalmente não se beneficia de correção para fins de fertilidade.

Em quanto tempo o espermograma melhora após a cirurgia?

A melhora, quando ocorre, aparece a partir de 3 a 6 meses, porque a produção de espermatozoides leva cerca de 74 dias. O acompanhamento é feito com espermogramas seriados.

A cirurgia de varicocele garante gravidez?

Não. Ela pode melhorar os parâmetros seminais e aumentar as chances de gravidez natural, mas o resultado depende também da idade e da fertilidade da parceira e de outros fatores do casal.

Por que a varicocele é mais comum do lado esquerdo?

Por razões anatômicas: a veia do testículo esquerdo drena em ângulo reto na veia renal, o que favorece o refluxo de sangue e a dilatação das veias do cordão.

Fontes e referências

Dr. Eduardo Mourthe: formação e credenciais

O Dr. Eduardo Mourthe é urologista com atuação exclusiva em Andrologia desde 2019, dedicado à saúde reprodutiva, sexual e hormonal do homem. Atende na Clínica Be Light, no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte, e é responsável pelo diagnóstico e tratamento do fator masculino na Clínica Huntington Pró-Criar Medicina Reprodutiva.

  • Residência em Cirurgia do Trauma no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
  • Formação em Urologia em Santos (SP).
  • Fellowship em Andrologia pela UNIFESP, como primeiro fellow do programa.
  • Acompanhamento de pacientes do banco de sêmen do Instituto de Reprodução Humana (IRH) desde 2014.
  • CRM-MG 54297 | RQE 44153.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Eduardo Mourthe. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Se tiver sintomas, procure atendimento médico; em caso de urgência, vá ao pronto-atendimento mais próximo.

Fale com a gente
Botão WhatsApp