Doença de Peyronie em Belo Horizonte: fases, diagnóstico e tratamento

Doença de Peyronie em Belo Horizonte: fases, tipos de curvatura, diagnóstico com Doppler peniano e tratamentos clínicos e cirúrgicos no momento certo.

Atualizado em 23 de setembro de 2026 | Revisado por Dr. Eduardo Mourthe, CRM-MG 54297 | RQE 44153

A doença de Peyronie é a formação de uma placa fibrosa na túnica que envolve os corpos cavernosos, causando curvatura, dor na ereção, encurtamento ou estreitamento do pênis. É benigna, afeta entre 3% e 9% dos homens adultos e tem tratamento, que depende da fase da doença e do tipo de deformidade. Em Belo Horizonte, o Dr. Eduardo Mourthe documenta a curvatura, acompanha a evolução e indica cada abordagem no momento certo.

O que é a doença de Peyronie

Perceber que o pênis passou a entortar na ereção, sentir dor ao ficar ereto ou encontrar um nódulo endurecido ao toque costuma provocar medo de câncer, de perda de função e de nunca mais conseguir ter relações. A causa mais frequente desse quadro é a doença de Peyronie.

Ela é a formação de uma placa fibrosa, uma cicatriz, na túnica albugínea, a membrana elástica que envolve os corpos cavernosos. Na ereção, a região da placa não se expande como o restante, e o pênis se curva em direção a ela, podendo também encurtar ou estreitar. A causa mais aceita é a cicatrização anormal após microtraumas durante a relação, muitas vezes imperceptíveis, em homens com predisposição.

Fatores associados incluem diabetes, tabagismo, disfunção erétil, cirurgias prévias da próstata, idade acima de 40 anos e doenças do tecido conjuntivo, como a contratura de Dupuytren, que causa retração dos tendões da palma da mão.

Curvatura congênita ou doença de Peyronie?

CaracterísticaCurvatura congênitaDoença de Peyronie
InícioDesde a adolescênciaVida adulta
DorAusenteFrequente na fase inicial
Placa palpávelNãoGeralmente sim
EvoluçãoEstávelPode piorar até estabilizar
EncurtamentoNãoFrequente

Pequenas curvaturas congênitas são variações normais e só têm indicação de tratamento quando dificultam a penetração.

As duas fases da doença

Fase aguda (inflamatória)

Dura em geral de 6 a 18 meses, com dor na ereção, placa em formação e curvatura que muda, geralmente piorando. Nessa fase, cirurgias corretivas não são indicadas. O foco é controlar a dor, limitar a progressão e preservar o comprimento.

Fase crônica (estável)

A dor desaparece e a curvatura se estabiliza por pelo menos 3 a 6 meses. A placa pode endurecer e calcificar. É o momento em que a correção cirúrgica pode ser planejada com segurança, se houver indicação.

Tipos de deformidade

  • Curvatura dorsal (para cima): a mais comum.
  • Curvatura ventral (para baixo): menos comum e geralmente mais incômoda para a penetração.
  • Lateral ou multiplanar: para os lados ou em mais de uma direção.
  • Estreitamento em ampulheta: afinamento que pode causar o efeito dobradiça, em que o pênis "dobra" na relação.
  • Encurtamento: muito frequente e, para muitos, a queixa mais angustiante.

Curvatura, dor ou nódulo no pênis? Quanto antes a avaliação, maiores as chances de preservar comprimento e função.

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Investigação clínica

  • Histórico clínico: início, dor, evolução da curvatura, traumas percebidos e impacto na relação.
  • Exames hormonais e laboratoriais: glicemia, hemoglobina glicada e testosterona, que influenciam a qualidade do tecido cavernoso.
  • Fatores metabólicos: diabetes e tabagismo associados à doença e à disfunção erétil.
  • Sono e saúde mental: a doença causa sofrimento importante, e ansiedade e depressão são frequentes.
  • Uso de medicamentos: revisão de medicações e de tratamentos já tentados.
  • Estilo de vida: tabagismo e atividades com risco de trauma peniano.
  • Relacionamento: dificuldade de penetração e dor na parceria.
  • Documentação da curvatura: fotografias da ereção em diferentes ângulos ou avaliação em ereção induzida no consultório.

O Doppler peniano localiza e mede a placa, identifica calcificações, mede a curvatura em ereção plena e avalia a circulação, dado fundamental para escolher a técnica cirúrgica.

Tratamento na fase aguda

  • Controle da dor com anti-inflamatórios, quando necessário.
  • Terapia de tração peniana: dispositivos usados algumas horas por dia, que ajudam a reduzir a curvatura e, principalmente, a preservar ou recuperar parte do comprimento. Exigem disciplina por meses.
  • Injeções intralesionais: medicamentos aplicados na placa, em ciclos, em casos selecionados, combinados com tração e modelagem.
  • Tratamento da disfunção erétil associada, que também ajuda a oxigenar o tecido.

A maioria dos medicamentos orais estudados tem evidência fraca para corrigir a curvatura. Vitamina E e outros suplementos isolados não são recomendados pelas diretrizes atuais. Na fase crônica, as opções cirúrgicas estão detalhadas em cirurgia da curvatura peniana.

O que o tratamento pode e não pode oferecer

  • A doença não é câncer e não se transforma em câncer.
  • Parte dos casos estabiliza com curvaturas pequenas que não exigem cirurgia.
  • Nenhum tratamento clínico elimina completamente a placa. O objetivo é função sexual satisfatória e sem dor.
  • A cirurgia busca um pênis funcionalmente reto, não perfeitamente retilíneo.
  • O comprimento perdido raramente é recuperado integralmente. Tratar cedo, com tração, é a melhor forma de preservá-lo.

Estalo durante a relação seguido de dor intensa, perda súbita da ereção e inchaço roxo do pênis sugerem fratura peniana, uma emergência que exige atendimento imediato.

Riscos da automedicação

Cremes, suplementos e aparelhos comprados pela internet prometem "endireitar o pênis" sem base científica. Bombas a vácuo usadas de forma inadequada podem causar lesões. E adiar a avaliação na fase aguda desperdiça a melhor janela para preservar o comprimento.

Peyronie em Belo Horizonte

O Dr. Eduardo Mourthe acompanha a doença de Peyronie na Clínica Be Light, bairro Santo Antônio, com Doppler peniano no consultório e planejamento de cada fase. Veja também disfunção erétil, frequentemente associada.

Percebeu mudança no formato do pênis? Agende a avaliação na fase inicial.

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Perguntas frequentes

A curvatura do meu pênis é normal?

Pequenas curvaturas presentes desde a adolescência, sem dor e que não atrapalham a relação, são variações normais. Curvaturas que surgiram na vida adulta, que pioram, com dor ou nódulo, ou que dificultam a penetração devem ser avaliadas.

A doença de Peyronie desaparece sozinha?

A dor da fase aguda costuma desaparecer com o tempo. A curvatura raramente regride de forma significativa sem tratamento: em muitos homens estabiliza e, em outros, piora.

Posso operar logo que percebi a curvatura?

Não é recomendado. Na fase aguda a doença ainda está ativa e a deformidade pode mudar. A cirurgia é indicada após estabilização da curvatura e ausência de dor por alguns meses.

Peyronie é câncer?

Não. A doença de Peyronie é benigna e não se transforma em câncer. A placa é uma cicatriz fibrosa, e não um tumor.

Peyronie causa disfunção erétil?

Pode estar associada. A alteração da túnica albugínea pode comprometer a retenção de sangue no pênis, e a dor e a ansiedade também contribuem. O Doppler peniano avalia a circulação e orienta o tratamento.

Fontes e referências

Dr. Eduardo Mourthe: formação e credenciais

O Dr. Eduardo Mourthe é urologista com atuação exclusiva em Andrologia desde 2019, dedicado à saúde reprodutiva, sexual e hormonal do homem. Atende na Clínica Be Light, no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte, e é responsável pelo diagnóstico e tratamento do fator masculino na Clínica Huntington Pró-Criar Medicina Reprodutiva.

  • Residência em Cirurgia do Trauma no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
  • Formação em Urologia em Santos (SP).
  • Fellowship em Andrologia pela UNIFESP, como primeiro fellow do programa.
  • Acompanhamento de pacientes do banco de sêmen do Instituto de Reprodução Humana (IRH) desde 2014.
  • CRM-MG 54297 | RQE 44153.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Eduardo Mourthe. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Se tiver sintomas, procure atendimento médico; em caso de urgência, vá ao pronto-atendimento mais próximo.

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