Preservação da Fertilidade Masculina em Belo Horizonte: quando e como congelar sêmen

Congelamento de sêmen antes de quimioterapia, radioterapia, cirurgias ou vasectomia. Saiba quando preservar a fertilidade masculina em Belo Horizonte.

Atualizado em 23 de setembro de 2026 | Revisado por Dr. Eduardo Mourthe, CRM-MG 54297 | RQE 44153

A preservação da fertilidade masculina consiste em congelar espermatozoides antes de tratamentos ou situações que podem comprometer a produção, como quimioterapia, radioterapia, cirurgias testiculares, vasectomia ou adiamento da paternidade. Em Belo Horizonte, o Dr. Eduardo Mourthe orienta o momento certo da coleta e, em homens sem espermatozoides no sêmen, a recuperação cirúrgica prévia, integrando o planejamento com a equipe de reprodução humana.

Por que pensar em fertilidade antes de um tratamento

Diante de um diagnóstico de câncer ou da decisão por uma cirurgia, a fertilidade raramente é o primeiro assunto. Mas alguns tratamentos podem reduzir de forma temporária ou definitiva a produção de espermatozoides, e a janela para preservar essa possibilidade costuma ser curta: ela existe antes do tratamento começar.

A criopreservação de sêmen é um procedimento simples, sem riscos para o homem, que mantém uma alternativa reprodutiva para o futuro. Os espermatozoides congelados podem ser usados em inseminação ou fertilização in vitro com ICSI, conforme a quantidade e a qualidade obtidas.

Situações em que a preservação é indicada

Tratamentos oncológicos

Quimioterapia e radioterapia, especialmente na pelve ou em doses altas, podem lesar as células que produzem espermatozoides. O impacto depende do tipo de medicamento, da dose e da idade. O câncer de testículo, tumor sólido mais comum em homens jovens, merece atenção especial: a coleta deve ser feita antes da cirurgia de retirada do testículo sempre que possível.

Cirurgias e doenças que afetam os testículos

Cirurgias testiculares bilaterais, algumas cirurgias pélvicas e doenças autoimunes tratadas com medicações tóxicas para a espermatogênese também justificam a conversa sobre congelamento.

Antes da vasectomia

A vasectomia deve ser encarada como definitiva. Homens que desejam manter uma alternativa reprodutiva podem congelar sêmen antes do procedimento.

Adiamento da paternidade e espermograma em piora

A partir dos 40 a 45 anos há aumento gradual da fragmentação do DNA espermático. Homens com espermograma alterado em piora progressiva, ou com condições como a síndrome de Klinefelter, também podem se beneficiar da preservação precoce.

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Como é feito o congelamento de sêmen

  1. Consulta de orientação, com avaliação clínica e revisão do planejamento do tratamento principal.
  2. Exames sorológicos exigidos pelos laboratórios de reprodução.
  3. Coleta por masturbação em laboratório especializado, com abstinência de 2 a 7 dias quando o tempo permite.
  4. Análise da amostra e congelamento em nitrogênio líquido.
  5. Quando possível, mais de uma coleta, para aumentar o número de amostras armazenadas.

Quando não há espermatozoides no sêmen, ou o homem não consegue ejacular, técnicas como a recuperação cirúrgica do testículo, incluindo a microTESE, podem ser realizadas antes do tratamento oncológico. Em adolescentes, a preservação é discutida com a família e a equipe oncológica.

Investigação clínica no contexto da preservação

  • Histórico clínico: diagnóstico, tratamento planejado, urgência para começar, cirurgias e doenças prévias.
  • Exames hormonais: testosterona, LH e FSH servem como linha de base para acompanhar a recuperação após o tratamento.
  • Fatores metabólicos: diabetes e obesidade afetam a qualidade seminal e a recuperação.
  • Sono e saúde mental: o momento do diagnóstico é de grande estresse, e o acolhimento faz parte do cuidado.
  • Uso de medicamentos: anabolizantes, testosterona e outros tratamentos em curso.
  • Estilo de vida: tabagismo e álcool, que podem ser reduzidos mesmo em prazo curto.
  • Relacionamento: desejo reprodutivo do casal e questões legais sobre uso futuro do material.
SituaçãoEstratégia
Sêmen com espermatozoidesCongelamento de uma ou mais amostras ejaculadas
Sêmen sem espermatozoidesRecuperação cirúrgica testicular com congelamento
Impossibilidade de ejacularTécnicas assistidas ou recuperação cirúrgica
Após o tratamentoEspermogramas seriados para avaliar recuperação

E depois do tratamento?

Após quimioterapia ou radioterapia, a produção de espermatozoides pode levar de meses a anos para se recuperar, e em alguns homens a recuperação é parcial ou não acontece. O acompanhamento com espermogramas seriados mostra em que ponto está a produção e ajuda a decidir se o casal pode tentar gravidez natural ou se o material congelado deve ser usado.

Também é comum orientar um intervalo após o fim do tratamento antes de tentar a gravidez com espermatozoides produzidos nesse período, porque o material genético pode estar mais vulnerável nos primeiros meses. A testosterona também é acompanhada, já que alguns tratamentos afetam as células que produzem o hormônio e podem causar hipogonadismo.

Aspectos práticos do armazenamento

  • Consentimento por escrito: o homem define, em contrato com o laboratório, o tempo de armazenamento e o destino do material em diferentes situações.
  • Uso futuro: as amostras podem ser usadas em inseminação ou fertilização in vitro, conforme a quantidade e a qualidade.
  • Custos: incluem coleta, congelamento e taxa periódica de armazenamento, informados pelo laboratório.
  • Transferência: o material pode ser transportado entre centros de reprodução com protocolos específicos.

Limites e cuidados

O congelamento não garante gravidez: o resultado depende da quantidade e da qualidade dos espermatozoides, da idade da parceira e da técnica usada no futuro. Nem todo tratamento oncológico causa infertilidade definitiva, e muitos homens recuperam a produção meses ou anos depois. Ainda assim, como não é possível prever com certeza quem vai recuperar, a preservação é a forma mais segura de manter a opção.

Suplementos não protegem os testículos da quimioterapia, e não se deve atrasar um tratamento oncológico urgente para buscar múltiplas coletas. A conversa com o oncologista define o prazo possível.

Todo nódulo testicular deve ser avaliado com ultrassom sem demora. O câncer de testículo tem altas taxas de cura quando diagnosticado cedo, e a preservação da fertilidade deve ser discutida antes da cirurgia.

Preservação da fertilidade em Belo Horizonte

O Dr. Eduardo Mourthe acompanha pacientes de banco de sêmen desde 2014 e atua junto à Clínica Huntington Pró-Criar. A orientação acontece na Clínica Be Light, bairro Santo Antônio, com agendamento rápido quando há urgência oncológica. Veja também infertilidade masculina.

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Perguntas frequentes

Quem deve considerar congelar sêmen?

Homens que farão quimioterapia, radioterapia ou cirurgias que podem afetar os testículos, homens que farão vasectomia e querem manter uma alternativa, e homens que pretendem adiar a paternidade ou têm espermograma em piora progressiva.

Preciso congelar antes de começar a quimioterapia?

Sim. O ideal é coletar antes da primeira sessão, porque mesmo um único ciclo pode danificar o material genético dos espermatozoides. Quando o tratamento é urgente, a coleta pode ser feita em poucos dias, em conjunto com o oncologista.

Por quanto tempo o sêmen congelado dura?

Os espermatozoides criopreservados em nitrogênio líquido mantêm sua capacidade de fecundar por muitos anos. A decisão sobre o tempo de armazenamento é registrada em contrato com o laboratório.

E se não houver espermatozoides no sêmen antes do tratamento?

Nesses casos, pode ser discutida a recuperação cirúrgica de espermatozoides diretamente do testículo antes do tratamento oncológico, incluindo a microTESE, com congelamento do material obtido.

Usar testosterona pode afetar a fertilidade futura?

Sim. A testosterona externa suprime a produção de espermatozoides. Homens que precisam de reposição e desejam filhos no futuro devem discutir alternativas que preservam a fertilidade e, em alguns casos, o congelamento prévio.

Fontes e referências

Dr. Eduardo Mourthe: formação e credenciais

O Dr. Eduardo Mourthe é urologista com atuação exclusiva em Andrologia desde 2019, dedicado à saúde reprodutiva, sexual e hormonal do homem. Atende na Clínica Be Light, no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte, e é responsável pelo diagnóstico e tratamento do fator masculino na Clínica Huntington Pró-Criar Medicina Reprodutiva.

  • Residência em Cirurgia do Trauma no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.
  • Formação em Urologia em Santos (SP).
  • Fellowship em Andrologia pela UNIFESP, como primeiro fellow do programa.
  • Acompanhamento de pacientes do banco de sêmen do Instituto de Reprodução Humana (IRH) desde 2014.
  • CRM-MG 54297 | RQE 44153.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pelo Dr. Eduardo Mourthe. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Se tiver sintomas, procure atendimento médico; em caso de urgência, vá ao pronto-atendimento mais próximo.

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