O que é o HPV
O papilomavírus humano (HPV) é um grupo de vírus que infecta pele e mucosas. A maioria das pessoas sexualmente ativas terá contato com algum tipo de HPV ao longo da vida, e na maior parte das vezes o sistema imunológico elimina a infecção sem que ela cause qualquer sintoma. Mesmo assim, é um dos temas que mais geram ansiedade no consultório, principalmente quando surge uma lesão que o homem não sabe se é contagiosa.
Tipos de HPV e suas manifestações
| Tipo | Manifestação | Risco |
|---|---|---|
| Baixo risco (principalmente 6 e 11) | Verrugas genitais (condilomas) | Não se transformam em câncer |
| Alto risco (principalmente 16 e 18) | Geralmente sem verrugas visíveis | Lesões pré-malignas e cânceres de pênis, ânus e orofaringe |
| Infecção subclínica | Lesões não visíveis a olho nu | Identificadas pela peniscopia |
As verrugas genitais são lesões elevadas, cor da pele ou acastanhadas, isoladas ou agrupadas em aspecto de "couve-flor", no pênis, escroto, região pubiana, virilha e região perianal. Na mulher, os tipos de alto risco se associam ao câncer de colo do útero, o que torna a avaliação da parceria importante.
Transmissão
Principalmente por contato pele a pele durante relações sexuais, incluindo sexo oral e anal. O preservativo reduz, mas não elimina o risco. As verrugas podem surgir semanas ou meses após o contato, o que torna difícil identificar quando e com quem ocorreu a transmissão, algo importante para evitar culpas e conflitos no casal.
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Agendar pelo WhatsAppDiagnóstico e investigação clínica
O diagnóstico das verrugas é clínico, pelo exame da região genital, eventualmente complementado por peniscopia, exame com ampliação óptica após aplicação de solução específica. Lesões atípicas, que sangram, ulceram, crescem rapidamente ou não respondem ao tratamento, devem ser biopsiadas. A investigação também considera:
- Histórico clínico: tempo das lesões, tratamentos já feitos, outras ISTs e vacinação.
- Exames laboratoriais: sorologias para sífilis, HIV e hepatites, recomendadas diante de qualquer IST.
- Fatores metabólicos e imunidade: diabetes, imunossupressão e uso de corticoides favorecem lesões extensas e recidivas.
- Sono e saúde mental: estresse e noites mal dormidas reduzem a resposta imune, e a ansiedade com o diagnóstico é acolhida.
- Uso de medicamentos e substâncias: tabagismo aumenta a persistência do HPV.
- Estilo de vida: número de parcerias e uso de preservativo.
- Relacionamento: orientação sobre avaliação da parceria e acompanhamento ginecológico de parceiras.
Tratamento das verrugas
- Medicamentos tópicos aplicados pelo paciente, como imunomoduladores que estimulam a resposta local.
- Ácido tricloroacético, aplicado em consultório.
- Crioterapia, com congelamento das lesões.
- Eletrocauterização, que remove as lesões por calor, sob anestesia local.
- Excisão cirúrgica, em lesões volumosas ou extensas.
A escolha depende do número, do tamanho e da localização das lesões. Recidivas são comuns nos primeiros meses, o que exige retornos programados. Em lesões extensas no prepúcio, a postectomia pode fazer parte do tratamento.
Prevenção: vacina contra o HPV
A vacina é a forma mais eficaz de prevenção. No SUS, está disponível para meninos e meninas de 9 a 14 anos e para grupos específicos, como pessoas imunossuprimidas. Na rede privada, homens adultos também podem se vacinar, e a indicação é discutida na consulta conforme idade e histórico.
HPV e o relacionamento
O diagnóstico de HPV costuma gerar perguntas difíceis no casal: quem transmitiu, desde quando, se houve traição. Como o vírus pode permanecer silencioso por meses ou anos antes de causar lesões, geralmente não é possível saber quando e de quem veio a infecção. Essa informação ajuda a reduzir culpas e conflitos.
A parceria deve ser avaliada. No caso de parceiras, o acompanhamento ginecológico e o exame preventivo em dia são fundamentais, porque os tipos de alto risco se associam ao câncer de colo do útero. Durante o tratamento das verrugas, o preservativo reduz a transmissão e a reinfecção.
Acompanhamento após o tratamento
Como as recidivas são comuns nos primeiros meses, os retornos são programados para identificar e tratar novas lesões ainda pequenas, quando o tratamento é mais simples. Parar de fumar, dormir bem e controlar doenças que reduzem a imunidade ajudam o organismo a eliminar o vírus. A vacinação também é discutida nessa fase.
Riscos da automedicação e limites
Aplicar ácidos, cremes ou "removedores de verruga" comprados sem orientação na região genital causa queimaduras, cicatrizes e pode tratar como HPV algo que não é. O erro mais comum é queimar pápulas perláceas, que são normais. E nenhum tratamento remove o vírus do organismo: o objetivo é eliminar as lesões e acompanhar até que a imunidade controle a infecção.
Feridas genitais, lesões que sangram, manchas avermelhadas persistentes na glande ou nódulos que crescem rápido precisam de avaliação sem demora, para excluir sífilis, herpes e lesões pré-malignas.
Tratamento de HPV em Belo Horizonte
O Dr. Eduardo Mourthe trata lesões por HPV em consultório, na Clínica Be Light, bairro Santo Antônio, com anestesia local e acompanhamento de recidivas. Veja também fimose no adulto.
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