O que é prostatite
A próstata é uma glândula do tamanho de uma noz, localizada abaixo da bexiga, que produz parte do líquido seminal. A prostatite é a sua inflamação, que pode ser aguda ou crônica. A forma aguda é bacteriana, com febre, calafrios e dor intensa ao urinar, e exige tratamento imediato. A forma crônica é mais comum, persistente e, muitas vezes, frustrante para o paciente, que já passou por vários ciclos de antibiótico sem melhora.
Tipos de prostatite
| Tipo | Características |
|---|---|
| Bacteriana aguda | Febre, dor intensa, dificuldade para urinar; urgência médica |
| Bacteriana crônica | Infecções urinárias de repetição pela mesma bactéria |
| Crônica não bacteriana (dor pélvica crônica) | Dor pélvica por 3 meses ou mais sem bactéria identificada; a forma mais comum |
| Inflamatória assintomática | Descoberta em exames, como PSA elevado ou espermograma |
Sintomas da forma crônica
- Dor no períneo, a região entre o escroto e o ânus, ou dor no baixo ventre, testículos e pênis.
- Desconforto ou ardência ao urinar, urgência e aumento da frequência.
- Dor durante ou após a ejaculação.
- Ejaculação precoce adquirida e piora da ereção em parte dos homens.
- Sintomas que pioram ao ficar sentado por muito tempo ou com estresse.
O impacto na qualidade de vida pode ser grande, com ansiedade, sono ruim e afastamento da vida sexual, fatores que por sua vez amplificam a dor.
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Agendar pelo WhatsAppInvestigação clínica
- Histórico clínico: tempo dos sintomas, episódios de febre, antibióticos usados, ISTs e cirurgias.
- Exames laboratoriais: urina tipo 1, urocultura, pesquisa de clamídia e gonorreia, cultura de sêmen e, conforme a idade, PSA.
- Fatores metabólicos: diabetes aumenta o risco de infecções.
- Sono: privação de sono reduz o limiar de dor.
- Saúde mental: estresse e ansiedade aumentam a tensão muscular pélvica.
- Uso de medicamentos e substâncias: cafeína, álcool e alimentos irritantes podem piorar sintomas.
- Estilo de vida: ciclismo, longos períodos sentado e sedentarismo.
- Relacionamento: dor na relação e necessidade de avaliar a parceria em ISTs.
O exame físico inclui avaliação da próstata e da musculatura do assoalho pélvico. Ultrassom e espermograma são solicitados conforme o caso, especialmente em quem deseja ter filhos. Questionários de sintomas ajudam a medir a evolução.
Tratamento multimodal
Como a dor pélvica crônica é multifatorial, o tratamento combina abordagens de acordo com os fatores identificados:
- Antibióticos, apenas quando há infecção documentada, pelo tempo adequado.
- Medicamentos que relaxam a musculatura da próstata e da bexiga e anti-inflamatórios em períodos selecionados.
- Fisioterapia do assoalho pélvico, fundamental quando há tensão muscular.
- Controle do estresse e do sono, com apoio psicológico quando necessário.
- Ajustes de hábitos: pausas ao ficar sentado, redução de cafeína e álcool, atividade física regular.
- Tratamento das consequências sexuais, como ejaculação precoce e dor ao ejacular.
O papel do assoalho pélvico
O assoalho pélvico é um conjunto de músculos que sustenta bexiga, próstata e reto e participa da ereção e da ejaculação. Em muitos homens com dor pélvica crônica, esses músculos estão tensos de forma persistente, como uma contratura que não relaxa. A tensão gera dor no períneo, desconforto ao urinar e dor ao ejacular, sintomas que se confundem com infecção.
Estresse, longos períodos sentado e o próprio medo da dor aumentam essa tensão, formando um ciclo. A fisioterapia especializada ensina a relaxar e coordenar a musculatura e costuma ser uma das intervenções mais eficazes nesses casos.
Prostatite, PSA e fertilidade
A inflamação da próstata pode elevar o PSA temporariamente. Por isso, um PSA alto durante uma crise deve ser repetido após o tratamento antes de qualquer conclusão. No sêmen, a inflamação pode aumentar os glóbulos brancos e reduzir a motilidade dos espermatozoides. Homens que tentam engravidar se beneficiam de espermograma e, quando necessário, cultura de sêmen. Veja espermograma alterado.
Riscos da automedicação e limites
Tomar antibiótico por conta própria a cada crise seleciona bactérias resistentes, causa efeitos colaterais e não trata o componente muscular e inflamatório. Suplementos "para a próstata" não substituem a avaliação. O tratamento exige paciência: a melhora costuma ser progressiva, ao longo de semanas a meses.
Febre alta com calafrios, dor intensa ao urinar ou impossibilidade de urinar sugerem prostatite aguda ou retenção urinária: procure pronto-atendimento imediatamente.
O que esperar da evolução
A melhora da prostatite crônica costuma ser gradual. Nas primeiras semanas, o foco é reduzir a intensidade das crises e identificar gatilhos, como longos períodos sentado, álcool ou estresse. Ao longo dos meses, a combinação de fisioterapia, ajustes de hábitos e medicamentos direcionados tende a espaçar as crises. Registrar os sintomas em um diário ajuda a medir o progresso e a ajustar o plano nos retornos.
Prostatite em Belo Horizonte
O Dr. Eduardo Mourthe avalia prostatite e dor pélvica crônica na Clínica Be Light, bairro Santo Antônio, com consulta de 60 a 90 minutos, tempo necessário para mapear os vários fatores envolvidos. Veja também urologista em Belo Horizonte.
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